Translate

domingo, 28 de dezembro de 2014

Êxodo: Deuses e Reis não foge muito do padrão. Será que Ridley Scott está em fase decadente?


Esse filme fez uma homenagem a Tony Scott, irmão falecido de Ridley Scott(sim, aquele que dirigiu Top Gun), que morreu por suicídio em 2012, como mostra os créditos finais do longa.
Ridley Scott gastou muito dinheiro, para trazer as telas do cinema, a história de Moisés(Christian Bale), que lidera os escravos judeus, com o objetivo de voltaram a sua terra, Canaã, sonho tirado pelos egípcios, no qual escravizaram o povo hebreu.
No entanto, o filme repete algumas cenas já conhecidas em alguns filmes de Scott.
Um dos exemplos disso é a relação entre Moisés, Ramses II(Joel Edgerton) e o pai de Ramses, o faraó Seti I(John Turturro), que valoriza mais a Moisés do que o seu próprio filho, em clara alusão a Gladiador(2000).
Após a morte de Seti I, Ramses descobre que Moisés é um hebreu e o exila do povo do Egito, como ocorre com Maximus em Gladiador. No entanto, neste caso, ele deixa de ser general de Roma(Moisés era General das tropas de Ramses), após a morte do imperador Commodus, que decide matar ele, devido ao seu ciúme pelo guerreiro.
Depois, o longa se parece muito com Cruzadas(2005), no qual o ex - príncipe do Egito tenta encontrar paz, como o personagem de Orlando Bloom tenta fazer no filme sobre as guerras medievais.
Além disso, os cenários de guerra lembram muito o que vimos em Cruzadas.
No entanto, o filme mostra cenários espetaculares do Antigo Egito, além de retratar bem as 10 pragas que foram implantadas por Deus, como castigo a escravidão imposta pelos egípcios.
No total, o filme não mostra nada de surpreendente do que vimos com Ridley Scott, recentemente. Será que o diretor está em fase decadente?
O diretor inglês vem perdendo espaço no mercado, no qual seus filmes vem sendo apenas visando lucros, investindo bastante em tecnologia.
Muito difícil que Êxodos tenha bastante indicações ao Oscar e que Scott seja lembrando. Apesar disso, vale destacar as atuações de Christian Bale e Joel Edgerton, os pontos altos do longa.
Dos dois filmes bíblicos exibidos neste ano, Êxodo ganha de Noé(para mim, um dos piores filmes de 2014), mas não é nada espetacular.
Nota do filme: 6,0 

Nenhum comentário:

Postar um comentário